ATENÇÃO: este texto não é uma crônica esportiva. Não acompanho futebol (só novela do Gilberto Braga). Não conheço nem os nomes, nem as posições em campo dos jogadores de nenhum time (nem do Botafogo, time para qual torço desde criancinha!). Mas quem não viu, já deve ter ouvido falar que o jogo de ontem no Maracanã foi um dos mais eletrizantes de sua história.
A expectativa com relação ao jogo era o famigerado Gol Mil do Romário. Mal se falava de Taça Rio. Mas o que se viu foram dois times aguerridos lutando pela classificação pra final. Muito melhor que muito jogo de Copa do Mundo! Surpreendentes sete gols logo no primeiro tempo e um de empate no final do segundo, pra terminar de ferver os ânimos já superaquecidos. E foi justamente aí que o Botafogo soube manter a calma e não perdeu nenhum pênalti, se classificando pra final.
Galvão Bueno se viu obrigado a ir invertendo seu discurso no decorrer da partida. No começo ele só falava da competência do Baixinho, forçando comparações com o Gol Mil do Pelé. Desprezando a boa campanha do Botafogo neste campeonato, só tinha bons olhos e palavras pro Vasco. Um nojo!!!!!!
Depois falou até o final que o Romário ficou a um fio de cabelo de emplacar o Gol Mil. Na verdade ele só iria cabecear um gol já feito pelo Jorge Luiz, jogador nunca dantes mencionado, a não ser na escalação e na descrição dos passes.
Esse lance mesmo é que foi começando a levantar o véu da idolatria midiática. O Vasco jogava pra ganhar a despeito de ter o Romário em campo, que só fazia número sem colaborar. Passamos a lembrar que o bom é ver gol, importa menos quem o faça. Que quem joga e ganha é o time, e não indivíduos isolados correndo atrás de uma bolinha.
Romário, em toda a sua carreira, deu a impressão que prescindia do resto do time para ser artilheiro. E enquanto ele continua a se comportar como estrela solitária, quem brilha são os outros!